Robert Scovill fala sobre gravação ao vivo na AES Brasil Expo

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Engenheiro de mixagem americano falou sobre os desafios e a importância da gravação ao vivo de ambientes de som ao vivo

Encarar shows ao vivo como criadores de conteúdo é uma tendência que deve crescer cada vez mais. Pelo menos é isso que defendeu o engenheiro de mixagem Robert Scovill durante palestra na AES Brasil Expo 2015. Com mais de 30 anos de carreira, e com artistas como Rush, Alice Cooper e Tom Petty no currículo, o americano aproveitou seu tempo para abordar a história da gravação ao vivo e as novas tendências.

De acordo com Scovill há um grande apetite por parte do público por produtos de som ao vivo. “E não estou falando somente de shows de música. Vale lembrar que cada vez que há um microfone e um PA estamos falando de som ao vivo, como é ocaso das igrejas, que só nos Estados Unidos são um mercado com mais de 400 mil templos”, afirmou. A possibilidade de criar produtos com os conteúdos destes eventos pode representar uma enorme fatia de receita para artistas, gravadoras e produtores.

Para exemplificar um pouco sua tese, o palestrante mostrou vários exemplos de produtos de som ao vivo, desde as primeiras gravações de shows até chegar a era digital. “Na era que estamos, a internet gerou uma enormidade de suportes que faz jus ao apetite do público. Para se ter uma ideia, há milhões de pessoas que ouvem no youtube à gravações do Mix de monitoração do Bono Vox durante os shows do U2”, explicou.

Com este nicho cada vez mais forte, surge uma nova geração de técnicos de mix ao vivo que também precisam ser capazes de operar a gravação. “Quando se está na House Mix e se vai gravar toda apresentação do seu artista, não se trata de simplesmente enviar o LR do PA para o Pro Tools e apertar o Rec, é preciso toda uma preparação, e é por isso que marcas como a Avid estão criando novos fluxos de trabalho para tornar esta tarefa mais simples”, conclui.

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